INGÁ ORTHOS

CASO CLÍNICO 20: TENOSSINOVITE ESTENOSANTE DE QUERVAIN

Paciente gestante de 30 anos, dependente de militar, procurou o Serviço de Ortopedia com queixa de dor em punho direito há alguns meses, com piora gradativa, principalmente para passar e torcer roupas.

Ao exame, apresenta leve edema e dor à palpação na região do dorso do punho que se irradia para o polegar direito. A dor se acentua com o desvio ulnar do punho segurando o polegar junto a palma da mão direita (Sinal de Finkelstein positivo)

O diagnóstico de tenossinovite do primeiro compartimento extensor de punho direito foi confirmado com exame de ultrassonografia, tendo então sido imobilizada com tala gessada incluindo o polegar por 14 dias e orientada a evitar atividades manuais, como torcer roupas.

A tendinite estenosante de De Quervain acomete principalmente mulheres de meia-idade, caracterizada por inflamação secundária após ações repetidas sobre os tendões abdutor longo e extensor curto do polegar, doenças inflamatórias e estado de hipervolemia (por exemplo, gestante).

O diagnóstico é clínico e o paciente apresenta uma história de dor crônica no punho, geralmente relacionada ao trabalho ou esforço, como torcer roupas, especialmente quando o movimento põe em ação os tendões extensores do polegar.

A adução passiva do punho ou polegar causa no paciente uma dor aguda (Sinal de Phinkelstein).

O tratamento é conservador, iniciado com antiinflamatório não-hormonais, associado a repouso ou até imobilização. Caso não apresente melhoras, podem ser utilizadas até duas infiltrações de corticóide, com intervalo de um a dois meses.

O tratamento cirúrgico está indicado na persistência dos sintomas após seis meses de tratamento conservador, consistindo na abertura do primeiro compartimento extensor.

Na gestante, a doença tem curso autolimitado, com melhora dos sintomas após o término da gestação, devendo ter cuidado com o uso de antiinflamatório não-hormonais, visto que são maléficos a gestação.